
MARIA AUXILIADORA DA SILVA
Maria Auxiliadora (1935-1974) foi a quarta filha de uma família de agricultores, composta de dezoito irmãos, originária de Campo Belo (Minas Gerais), que se mudou para São Paulo quando ela tinha três anos. Residiram em diversas regiões da cidade, incluindo a Casa Verde, um conhecido bairro de sambistas. Auxiliadora começou a trabalhar muito jovem, por volta dos doze anos, o que a impediu de continuar seus estudos. Foi babá, copeira, cozinheira e também bordadeira, até conseguir se dedicar exclusivamente à pintura.
Como muitos outros artistas negros,Maria Auxiliadora não estudou formalmente arte, embora tenha crescido em uma família profundamente artística – entre os seus estavam escritores, pintores e músicos. Comenta-se que sua mãe, artista que esculpia figuras em madeira e vendia na praça da República, foi quem a incentivou a pintar. Seu envolvimento profissional com as artes ocorreu em 1968 e durou até 1974, quando faleceu aos 39 anos em decorrência de um câncer. Nesse breve intervalo de tempo teve uma intensa produção e circulação, além de frequentar o grupo liderado pelo poeta Solano Trindade em Embu das Artes. Conheceu críticos e colecionadores, o que permitiu a divulgação de sua obra, embora classificada quase sempre como primitiva ou naïf, uma fixação simplista e elitista que não reconhecia as qualidades formais de seu trabalho. Em 1971, conseguiu sua primeira exposição individual na biblioteca do consulado dos Estados Unidos, em São Paulo.
DJANIRA DA MOTTA E SILVA
Djanira da Motta e Silva foi uma importante artista brasileira, reconhecida por sua atuação como pintora, desenhista, ilustradora, gravadora, cenógrafa e cartazista. Iniciou sua formação artística no Rio de Janeiro, no final dos anos 1930, influenciada pelo convívio com diversos artistas em uma pensão que administrava em Santa Teresa.
Sua carreira ganhou destaque a partir de 1942, com participação no Salão Nacional de Belas Artes, e em 1943 realizou sua primeira exposição individual. Em viagens ao exterior, especialmente aos Estados Unidos e à União Soviética, ampliou seus conhecimentos e influências artísticas. Também participou ativamente de movimentos em defesa dos artistas brasileiros.
Entre suas obras mais importantes estão o mural Candomblé e o painel de azulejos Santa Bárbara. Sua produção retrata a cultura popular brasileira, valorizando temas religiosos, paisagens rurais e festas populares. Em 1977, recebeu uma grande retrospectiva no Museu Nacional de Belas Artes, consolidando seu reconhecimento como uma das principais artistas do país.

